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quarta-feira, 28 de março de 2018
Distribuição de remédios começará por São Bernardo
Poupatempo da cidade será o primeiro a distribuir medicamentos de alto custo, em 90 dias. Foto: Nario Barbosa/DGABC
O processo de descentralização da farmácia de alto custo do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, será iniciado pelo Poupatempo de São Bernardo. A expectativa é a de que a entrega dos medicamentos tenha início dentro de 90 dias, conforme o prefeito de São Bernardo e presidente do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, Orlando Morando (PSDB). A estimativa é atender cerca de 12 mil pacientes por mês – um terço do total de usuários que retiram remédios mensalmente na unidade instalada no complexo hospitalar.

A oficialização da iniciativa foi anunciada ontem, durante evento no HC (Hospital de Clínicas) de São Bernardo, que reuniu o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o secretário de Estado da Saúde, David Uip (leia mais ao lado). São Bernardo foi escolhida para ser ‘piloto’ do projeto e, dessa forma, servir como parâmetro de avaliação para a expansão da descentralização na região. “Se der certo, vai poder expandir. Estamos otimistas”, diz Alckmin.

O Diário já havia antecipado, no sábado, a aprovação do governo estadual sobre a ideia de que os quatro poupatempos da região (que tem unidades ainda em Santo André, Diadema e Mauá), possam distribuir os medicamentos, como proposto pelo Consórcio Intermunicipal do Grande ABC. Em São Caetano, a entrega dos itens seria feira em unidade de Saúde localizada na Avenida Goiás.

“A farmácia do hospital ficou estrangulada. Estamos em uma região do tamanho de um país. O Grande ABC é quase do tamanho do Uruguai. Descentralizar para o Poupatempo é uma proposta que nasceu dentro do Consórcio, a unidade de São Bernardo servirá de ‘piloto’, mas não tenho dúvida de que já nasce vitorioso e que vai se estender para Santo André, Mauá e Diadema”, observa Morando.

O Hospital Mário Covas fornece 200 itens em sua farmácia de alto custo, por onde passam 35 mil pessoas por mês. Superlotado, o serviço chega a ter média de espera de quatro horas, o que impulsionou reivindicação, por parte de moradores dos sete municípios, para a descentralização do atendimento. A discussão se arrasta há pelo menos três anos. “Tentamos de tudo: aumentar os guichês, ampliar o horário (de atendimento), mas é difícil. E o Poupatempo é um sistema muito bem avaliado e competente no Estado, então, por que não usá-lo na distribuição desses medicamentos?”, observa Uip.

Área de 145 metros quadrados do Poupatempo abrigará o novo serviço. A Prefeitura providenciará mobiliário, equipamentos e profissionais para o atendimento. “É um problema que acompanho desde a época em que era deputado e que deve ser tratado de forma regionalizada”, completa Morando.

CROSS

O governador também oficializou acordo com os municípios do Grande ABC para a instalação de unidade regional da Cross (Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde). O equipamento deve ser instalado ainda neste ano.

HC passa a fazer cirurgia cardíaca pediátrica

O HC (Hospital de Clínicas) de São Bernardo se tornou referência estadual de alta complexidade em cirurgia cardiovascular infantil, após assinatura de convênio entre o Estado e a Prefeitura, para a implantação do serviço. O complexo é o 11º do Estado habilitado para realizar o procedimento.

A partir de agora, passarão a ser ofertadas mais de 2.000 consultas ambulatoriais especificamente dessa área, mediante encaminhamento dos casos. A demanda será regulada integralmente pela Cross (Central de Regulação de Vagas e Ofertas de Serviços de Saúde). Os procedimentos cirúrgicos poderão ser agendados a partir de maio de 2018, com capacidade para operar 124 pacientes até o fim do ano.

O trabalho contará com o apoio de profissionais do Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) e engloba pré e pós-operatório, procedimentos de hemodinâmica, exames, cirurgia e acompanhamento ambulatorial dos pacientes.

Serão investidos pelo Executivo estadual o aporte de R$ 20 milhões, repassados em dez parcelas, abrangendo a ativação de dez leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) pediátrica e neonatal e 17 de enfermaria pediátrica. O custeio será feito integralmente com recursos do Tesouro estadual, até que o Ministério da Saúde habilite a nova estrutura.

O HC, que operava com apenas 40% de sua capacidade até a administração anterior e estava em 80% com a gestão atual, chega a 100% de funcionamento após a implantação destes leitos.

“O Estado tem demanda de 2.500 cirurgias e competência para fazer 1.500 por falta de serviços e, fundamentalmente, por falta de profissionais especializados. Hoje (ontem) é um dos dias mais importantes para a Saúde do Estado”, falou o secretário estadual de Saúde, David Uip.
Por: Vanessa de Oliveira - Diário do Grande ABC