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terça-feira, 7 de agosto de 2007
Caminhão perde freio, mata 1 e fere 6 em Diadema
Um caminhão desgovernado atropelou sete pessoas no início da tarde desta segunda-feira, na Avenida Presidente Kennedy, no Jardim Diadema, em Diadema. Uma mulher que caminhava pela calçada morreu no acidente.

Antes de parar, no fundo de uma loja de artigos para marcenaria, o veículo bateu em uma EcoSport, em um ônibus e em outro caminhão que estava parado na rua.

O corpo da professora primária Eunice Claudino do Nascimento Oliveira, 45 anos, ficou irreconhecível. A identificação só foi possível após a polícia encontrar sua bolsa.

Eunice caminhava ao lado de uma amiga, a também professora Lucimara Carvalho Sassio, 40 anos, em direção ao ponto de trólebus, a poucos metros do local do acidente. Elas voltavam da escola estadual Vila Andrade, no Morumbi, onde dão aulas, e haviam acabado de descer do carro de uma amiga, que deu carona para as duas.

Lucimara desmaiou após ter sido atingida pelo caminhão. No Hospital São Lucas, em Diadema, para onde foi levada com a clavícula fraturada, acordou perguntando pela amiga. “Ela estava desesperada, queria saber onde estava Eunice”, diz o operador de máquinas Francisco Carlos Sassio, 40 anos, marido de Lucimara.

Segundo a Secretaria de Saúde de Diadema, até o início da noite desta segunda, só uma das vítimas hospitalizadas havia recebido alta – uma gestante, de 32 anos. As demais permaneciam internadas e o quadro era considerado estável.

=> Kombi atropela garoto que estava na multidão de curiosos

Um garoto de 11 anos foi atropelado na Avenida Presidente Kennedy durante os trabalhos de rescaldo. Ele acompanhava com uma pequena multidão de curiosos a limpeza da loja e a remoção dos carros envovidos na tragédia quando foi atingido por uma Kombi que passava pelo local.

O garoto voltava da EE Nicéia Albarello Ferraro, em Diadema, onde estuda, e machucou a perna.

Segundo pedestres, sempre há acidentes na Avenida Presidente Kennedy. O último teria ocorrido há quatro meses, Um caminhão, que também perdeu o freio, bateu contra um poste, na frente da loja de artigos para marcenaria atingida nesta segunda-feira. O corredor é uma das principais rotas de caminhões de carga que deixam São Paulo em direção à região.

=> Veículo estava a 20 km/h, diz motorista

O motorista do caminhão desgovernado, Luiz Mendonça dos Santos, 42 anos, afirmou na delegacia que estava a 20 km/h quando percebeu que os freios não funcionavam. Na tentativa de reduzir a velocidade do veículo, passou o câmbio da segunda para a primeira marcha.

Ele escapou sem um arranhão e deve responder processo em liberdade por homicídio culposo e lesão corporal culposa – quando não há intenção de cometer o crime. O motorista não quis dar declarações à reportagem.

O caminhão estava carregado com gradis metálicos para fixação de placas de publicidade em calçadas. A carga ficou espalhada pela Kennedy.

“Em 35 anos como caminhoneiro, nunca vi um acidente assim”, afirma o motorista Orlando Binatto, dono do caminhão atingido. Binatto havia descarregado 19 galões de tinta na loja de artigos para marcenaria e aguardava no showroom a documentação que confirmaria a entrega.

“Antes de parar, o caminhão bateu em mim. Fui jogado no chão, do lado da mulher que morreu. Minha camisa ficou encharcada de sangue. Pensei que fosse meu.”

Outra vítima, o operário Marco Antônio Correia, 46 anos, caminhava pela calçada quando viu o caminhão se aproximar. “Tentei me proteger atrás do poste, mas uma roda acertou minha perna.”

Almoço - A maioria das vítimas era pedestre. No trecho do acidente, a Avenida Presidente Kenedy é ainda mais movimentada por conta do corredor de trólebus e do hipermercado Extra.

A marcenaria estava vazia na hora da batida. Um único cliente fazia compras e, pelo fato de a tragédia ter ocorrido por volta das 14h, muitos funcionários almoçavam.

“Quando vi o que tinha acontecido, corri para o fundo da loja para me proteger. Achei que tudo iria desmoronar”, diz o vendedor Ricardo Santos, 38 anos.

A estrutura da loja ficou danificada e o local pode ser interditado pela Defesa Civil. Uma viga de sustentação do telhado foi arrastada e chapas de madeira foram improvisadas como pilastras. Ainda não se sabe a extensão do prejuízo.
Por: Rodrigo Cipriano - Diário do Grande ABC / Foto: Thiago Benedetti