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sexta-feira, 3 de agosto de 2007
MP recebe documentação completa da Operação Navalha
O Ministério Público da região recebeu do STJ (Superior Tribunal de Justiça) toda a documentação da Operação Navalha, da Polícia Federal, que investigava fraudes em licitações em vários Estados.

Considerado chefe do esquema, o empresário Zuleido Veras – dono da Construtora Gautama e Ecosama (Empresa Concessionária do Município de Mauá) – ficou preso durante 13 dias, na sede da PF, em Brasília.

A promotora de Justiça de Mauá Adriana Ribeiro Soares de Morais, que investiga há dois anos a concessão da empresa de Zuleido realizada pela Prefeitura de Mauá, diz que, agora, realizará um pente-fino no material enviado pela ministra Eliana Calmon. “Agora vou separar o joio do trigo e ver tudo o que envolve o contrato de Zuleido em Mauá.”

A análise dos documentos – que envolve CDs, disquetes e mais de 10 volumes de processos – demorará pelo menos um mês. “Se detectarmos desvio de dinheiro envolvendo o contrato da Ecosama, poderemos anexar as informações na ação civil pública contra os responsáveis pela concessão.” O contrato de R$ 1,6 bilhão e 30 anos de duração foi assinado em janeiro de 2003 por Zuleido e pelo então prefeito Oswaldo Dias (PT).

Tanto licitação quanto contrato foram considerados irregulares pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado). Há dois meses, o prefeito Leonel Damo (PV) decretou intervenção na empresa, a cargo do secretário de Finanças, José Francisco Jacinto.
Por: Sérgio Vieira - Diário do Grande ABC