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terça-feira, 25 de setembro de 2018
Em Mauá, Atila faz devassa no 2º escalão
Foto: Claudinei Plaza/DGABC
O prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), decidiu ir além das demissões no secretariado já anunciadas e, além de oficializar o corte de 12 secretários indicados pela então prefeita interina Alaíde Damo (MDB), decidiu exonerar 18 adjuntos. A demissão em massa foi publicada ontem no Diário Oficial.

Perderam os cargos todos os secretários adjuntos, tendo em vista que o primeiro escalão é composto por 24 Pastas – algumas, porém, contam com mais de um adjunto, como a Saúde. Foram dispensados nomes da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres; Administração e Modernização; Desenvolvimento Econômico; Educação; Governo; Saúde (três adjuntos); Segurança Pública; Chefia de Gabinete; Meio Ambiente; Cultura e Juventude; Trânsito e Sistema Viário; Justiça; Planejamento Urbano e Serviços Urbanos.

No caso dos secretários de Alaíde, foram oficializadas as exonerações de 12 nomes, como antecipou o Diário há duas semanas: Laura Demarchi (PRB, Políticas Públicas para as Mulheres), Paulo Cordeiro (Administração e Modernização); Caio Evangelista (Cultura); Denise Debartolo (Educação); Antônio Carlos de Lima (PRTB, Governo); Marcelo Lima Barcellos de Mello (Saúde); Luiz Alfredo dos Santos Simão (Segurança); Erenita Rodrigues de Souza (Chefia de Gabinete); Agostinho Anselmo Martins (Obras); Temistocles Cristofaro (Planejamento Urbano); Cássia Rocha Fagundes Aragão (Relações Institucionais) e Michel Bianchini (Trânsito).

Todas essas figuras foram nomeadas pela vice-prefeita eleita, no exercício do cargo de chefe interina do Executivo. As demissões indicam que, embora tenha declarado que retornaria à cadeira de prefeito “com coração cheio de amor” e alheio a sentimentos de ódio e de vingança, Atila tem procurado descaracterizar o governo temporário da emedebista. “O amor constrói”, salientou o prefeito ao retomar a chefia do Paço mauaense.

O prefeito, por ora, preservou no secretariado antigos aliados que, com seu afastamento e as frequentes derrotas jurídicas nos tribunais que enfrentou, se bandearam para o grupo do clã Damo e se mantiveram à frente das Pastas.

Nessa linha estão Chico do Judô (Patriota, Serviços Urbanos) e Valtermir Pereira (Finanças). Esse último, inclusive, ao explicar o polêmico decreto de calamidade financeira editado por Alaíde, chegou a sugerir culpa de Atila no desequilíbrio das contas públicas. “Estamos mostrando que realmente essa situação (crise financeira) está insustentável. Já estava antes. Os alertas (para o governo Atila) ocorreram, só que não abriram mão... Essa ideia de trazer o decreto declarando calamidade foi uma decisão em conjunto tomada atualmente e que antes não veio, só vinham empurrando”, declarou Pereira, em julho.

Nas redes sociais, Atila também não tem medido as palavras para criticar o período em que Alaíde o substituiu. “Mauá passou por momentos de agonia, abandono e dúvidas que levaram a tristeza ao rosto do nosso povo. Agora chegou o momento de Mauá voltar a sorrir. A esperança venceu o medo”, publicou ontem o prefeito em sua página no Facebook.
Por: Junior Carvalho - Diário Online