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terça-feira, 25 de setembro de 2018
Santo André quer tombar 150 jazigos de cemitérios municipais
Objetivo da medida é preservar aspectos históricos e arquitetônicos das construções. Foto: Nario Barbosa/DGABC
O Serviço Funerário municipal de Santo André convoca famílias dos permissionários para atualização dos dados cadastrais a fim de identificar quais jazigos estão abandonados e também dar início a processo de tombamento daqueles que têm importância arquitetônica e histórica. A estimativa é a de que cerca de 150 sepulturas dos cemitérios da Saudade (Vila Assunção), Cristo Redentor (Vila Pires) e Sagrado Coração de Jesus (bairro Camilópolis) possam ser decretados como patrimônios da cidade.

“Colocamos faixas nos cemitérios e também avisos nos túmulos pedindo que as famílias entrem em contato com a administração”, detalhou o diretor superintendente do Serviço Funerário, Geraldo Aparecido Juliano, o Sargento Juliano. “Temos exemplo de jazigo que foi cedido ao permissionário em 1945 e o último sepultamento foi em 1966, ou seja, há muito tempo ninguém usa ou vem fazer visitas, porque o aviso é do ano passado”, exemplificou, durante vistoria realizada ontem no Cemitério da Saudade.

O recadastramento, obrigação dos permissionários, faz parte do processo de preservação e restauração dos espaços. De acordo com o diretor assistente do Serviço Funerário, Valdir Tirapani, a estimativa é a de que de 200 a 300 jazigos, de um total de 3.596 do Cemitério da Saudade, estejam abandonados. “Quando o abandono é confirmado, a administração retoma a sepultura e pode repassar para outra pessoa. É uma necessidade, devido ao número escasso de túmulos nos cemitérios municipais e à procura por esse tipo de serviço”, justificou.

PRESERVADOS
Como exemplo de túmulo preservado, Tirapani mostrou o jazigo do piloto de aviação civil Natalino Carifi, nascido em 1906 e morto em acidente aéreo em 1940. O jazigo é mantido com as características originais e foi o primeiro a ser cedido perpetuamente à família, por meio de decreto, efeito semelhante ao tombamento. Também é preservada a primeira sepultura construída no Cemitério da Saudade, onde foi enterrado Lourenço Franchesci (o nome do cemitério quando foi inaugurado, em 1909, era São Lourenço, em homenagem ao ‘primeiro morador’).

Desde que teve início o processo de recadastramento, no ano passado, foram retomados 30 jazigos. “Estamos fazendo isso apenas naqueles que não têm gavetas, são as chamadas ‘carneiras’”, explicou o diretor-superintendente. “São casos em que a família se mudou. Também acontece de não existir nenhum familiar vivo”, completou. O gestor destacou que os permissionários pagaram taxa única à municipalidade pelo uso perpétuo da sepultura, mas que ela não pertence à família e não pode ser negociada.

Além da identificação dos jazigos abandonados, o Serviço Funerário investiga os melhores métodos de restauração e conservação de construções que utilizam materiais nobres, como o mármore de carrara utilizado no mausoléu de José Pinto Flaquer, que foi intendente de São Bernardo (espécie de prefeito da época) em 1892.

DEMAIS CIDADES
Ribeirão Pires informou que está atualizando levantamento sobre jazigos abandonados e pretende realizar estudo para tombamento de sepulturas, sem datas previstas. Em março, o Diário mostrou o problema da superlotação do cemitério São José, que teria ocasionado a exumação antecipada dos restos mortais da mãe de uma munícipe e a posterior perda de sua ossada.

Em São Bernardo, o Cemitério Vila Euclídes é tombado.

São Caetano criou, em março, comissão para realizar vistoria nos cemitérios locais e apontar melhorias que precisam ser realizadas.
Por: Aline Melo - Diário do Grande ABC