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quinta-feira, 20 de setembro de 2018
Mortes no trânsito registram alta após dois meses de queda
 Em agosto, 17 pessoas perderam a vida em acidentes na região; especialista defende redução de velocidade. Foto: G1
Depois de dois meses de queda, os registros de morte no trânsito do Grande ABC voltaram a ter alta em agosto. Conforme o Infosiga (Sistema de Informações de Trânsito do Estado de São Paulo), divulgado ontem, foram 17 vítimas fatais no mês passado, número 17,65% maior do que o observado em julho – 14 casos. Em junho, foram 19 óbitos do tipo entre as sete cidades e, um mês antes, 21.

De acordo com o balanço do órgão ligado ao Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, apenas São Caetano não registrou morte nas vias públicas em agosto. Santo André e São Bernardo lideraram as ocorrências, com cinco óbitos cada.

O levantamento aponta ainda que motociclistas e pedestres continuam sendo as principais vítimas do trânsito. Dos 17 óbitos observados no mês passado, seis eram condutores de motos e cinco estavam a pé.

Apesar de a região ser cortada por importantes rodovias, as vias municipais das sete cidades foram apontadas como as mais perigosas – 11 acidentes fatais aconteceram nas ruas e avenidas, enquanto três foram em estradas. Outras três ocorrências não tiveram a localização informada.

Na comparação com agosto do ano passado, a quantidade de mortes no trânsito é 21% menor – foram 25 óbitos naquele mês. Nos primeiros oito meses deste ano, entretanto, foram 128 ocorrências de acidentes fatais no Grande ABC.

ALARMANTE

Para especialistas, o número de vítimas fatais no trânsito da região ainda é alarmante. Para o gestor do curso de Arquitetura e Urbanismo da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Ênio Moro Junior, o volume elevado de veículos – o Grande ABC tem frota de 1,86 milhão – e a falta de controle específico nas vias locais são as principais causas de tantas casualidades. “Vias locais realizam o contato da população com o trabalho, lazer, estudo, o que aumenta o fluxo. Mas a fiscalização não acompanha. Limitadores de velocidade fazem com que os motoristas fiquem mais cautelosos”, ressalta.

Segundo Moro, os municípios precisam trabalhar com meta zero de acidentes fatais. Para alcançar essa realidade, as cidades devem começar pela diminuição da velocidade máxima das vias. “São várias as alternativas para um trânsito mais seguro, mas diminuir as velocidades é a mais simples e rápida. É um absurdo perdermos tantas vidas pelo trânsito agressivo e o poder público continuar estático com essa situação.”

CONSCIENTIZAÇÃO

Durante a Semana Nacional do Trânsito, que acontece até o dia 25, municípios do Grande ABC realizam ações educativas para conscientizar motoristas e pedestres que circulam pela região. Mais de 20 iniciativas acontecem simultaneamente entre as sete cidades.
Por: Juliana Stern - Especial para o Diário