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segunda-feira, 10 de setembro de 2018
Relação com Mauá não foi bem cuidada, diz gestor da FUABC
Em depoimento à CPI das OSs de Saúde, Luiz Mario cita descompasso no contrato. Foto de Divulgação
Durante oitiva na CPI das OSs (Organizações Sociais) de Saúde, na Assembleia Legislativa, o presidente da FUABC (Fundação do ABC), Luiz Mario Pereira Souza Gomes, afirmou que a relação da entidade com a Prefeitura de Mauá “não foi bem cuidada”, indicando que a instituição executou serviços cujos valores ultrapassavam o estabelecido em contrato e que, do outro lado, o município sequer pagou a quantia original do acordo de 2015.

Luiz Mario foi convocado pela CPI para prestar esclarecimentos a respeito da atuação da FUABC, que tem contratos em Santo André, São Bernardo, São Caetano, Mauá e em cidades do Litoral e da Região Metropolitana, além da Capital.

A relação com Mauá dominou o depoimento, até porque presidente e relator da CPI, deputados Edmir Chedid (DEM) e Carlos Neder (PT), respectivamente, estiveram, no mês passado, em vistoria surpresa no Hospital de Clínicas Doutor Radamés Nardini, equipamento sob gestão da Fundação.

Carlos Neder indagou Luiz Mario justamente sobre essa avaliação – se baseou e citou reportagem do Diário. À ocasião, os parlamentares souberam que o Hospital Nardini não conta com superintendente – posto vago desde a saída de Antônio Carlos Marques, em junho.

“A Fundação, por longo período, fez esforço para manter a demanda da Saúde de Mauá. Sem botar culpa no município, mas constatamos que a relação não foi bem cuidada, de modo que a Fundação passou a executar muito mais do que o contrato previa e o município pagou muito menos do que o necessário. A equação financeira resultou numa situação difícil, com dívida bastante significativa”, ponderou o dirigente.

O contrato assinado em 2015 previa custo de R$ 15,3 milhões ao mês, porém, em diversas vezes os valores superavam esse indicativo – houve mês em que a fatura bateu R$ 20 milhões. Por outro lado, a Prefeitura de Mauá nunca pagou integralmente as parcelas, sendo que, numa das vezes, repassou R$ 6 milhões a menos da verba originalmente acertada.

Os deputados também trataram sobre o rompimento do acordo, solicitado por Mauá na semana passada e que está em fase de transição – por conta da oitiva, aliás, reunião entre a direção da FUABC e integrantes da Secretaria de Saúde de Mauá foi novamente transferida, desta vez para hoje.

A oitiva permeou outros contratos da FUABC, com diversos municípios, e a atuação junto ao Hospital Mário Covas, mantido pelo Estado. Tanto que o responsável pelo equipamento, Desiré Carlos Callegari, participou da atividade.

Como está há um mês à frente da FUABC, Luiz Mario se comprometeu, dentro de uma semana, a encaminhar documentação preliminar a respeito do balanço financeiro da entidade, bem como a relação com outras cidades.

Paço mauaense pede ao Estado maior repasse para custear Hospital Nardini

A prefeita interina de Mauá, Alaíde Damo (MDB), e o secretário de Saúde, Marcelo Lima Barcellos de Mello, pediram ao governo do Estado ajuda financeira para custear o Hospital de Clínicas Doutor Radamés Nardini. Na segunda-feira, ambos tiveram reunião com o secretário adjunto de Saúde do Estado, Antonio Rugolo Júnior, e apresentaram estudo que mostra que o complexo hospitalar atende até 30% de pacientes de fora de Mauá.

“São números que evidenciam a importância desse equipamento para a população de Mauá e da microrregião e, por isso, clamam pela atenção de outras esferas públicas”, discorreu Alaíde.

Segundo Mello, o Hospital Nardini demanda R$ 9 milhões por mês, sendo que o Estado repassa, a título de auxílio, R$ 1 milhão mensal. “Pedimos uma melhora no repasse, apresentando justificativas técnicas para tanto”, argumentou o titular da Saúde mauaense.

De acordo com material encaminhado pela Prefeitura, o secretário adjunto de Saúde do Estado se comprometeu a analisar o pleito. Porém, não deu prazo para tal avaliação.

Nas contas do Paço, o Hospital Nardini realizou 400 mil procedimentos e atendimentos, entre serviços de emergência, ambulatorial, pronto-socorro, internações, cirurgias e partos.
Por: Raphael Rocha - Diário do Grande ABC