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terça-feira, 7 de agosto de 2018
Curso de robótica gratuito é oferecido no Cras Feital de Mauá
Crédito: Robson Fonseca
Projeto Mauá do Futuro tem investimento do Judiciário e já tem fila de espera

No Ensino Médio da Europa, disciplinas que tratam de programação e robótica estão na grade curricular, assim como matemática. Os jovens aprendem desde cedo que o mercado de trabalho depende do conhecimento deles. Seguindo este exemplo, a Prefeitura de Mauá, em parceria com o Judiciário, implementou o curso de robótica para adolescentes no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do Feital.

Chamado de Mauá do Futuro, o projeto é um piloto que deve se espalhar para os outros Cras a partir do ano que vem. O curso tem vaga para 16 alunos e já possui lista de espera para três turmas, o que demonstra o interesse dos jovens pelo tema. A prefeita de Mauá, Alaíde Damo, elogiou a parceria que oferece conhecimento aos adolescentes: “O mercado de trabalho precisa de pessoas com capacitação e Mauá tem muitas indústrias que poderão aproveitar esta mão de obra futuramente”, afirmou.

Marco Sestini, juiz da Vara do Juri das Execuções Criminais e da Infância e Juventude, e Angélica Ramos Frias, promotora, visitaram o local e afirmaram que o investimento foi realizado com o valor arrecadado nas suspensões de processos. “Utilizamos o dinheiro das multas para transformar a vida dos jovens, porque assim eles podem ter um emprego baseado neste aprendizado, seja em uma start up ou em uma carreira acadêmica. Queremos descobrir talentos”, disse Sestini.

O curso consiste em três módulos: programação, eletrônica e robótica. A ideia é montar robôs de baixo custo integrado à computação, inclusive com a utilização de materiais reciclados, construindo peças e elaborando objetos que sejam funcionais. A metodologia chamada de aprendizagem criativa, apresenta o conteúdo de forma prática, incluindo a programação de jogos por meio do software Scratch, um programa desenvolvido pelo laboratório do MIT (Massachusetts Institute of Technology), nos Estados Unidos.

Dentre os 16 alunos, Sara Moraes, de 14 anos, é a única garota, pelo menos nesta turma, mas ela não se sente intimidada, pelo contrário, quer fazer a diferença. “Eu fiquei curiosa com o curso e quero me desenvolver nesta área. Esta é uma oportunidade muito importante pra mim”, concluiu.
Por: Deise Cavignato - PMM