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quinta-feira, 12 de julho de 2018
Alaíde decide demitir Andreia, última pró-Atila no secretariado
Primeira-dama era secretária das Mulheres; governo interino evita confirmar exoneração. Foto: Celso Luiz/DGABC
O governo da prefeita interina de Mauá, Alaíde Damo (MDB), decidiu demitir Andreia Rolim Rios, mulher do prefeito afastado Atila Jacomussi (PSB), do cargo de secretária de Políticas Públicas para as Mulheres. Ela era a última figura próxima do socialista que ainda sobrevivia no secretariado da atual administração.

O governo Alaíde não quis confirmar oficialmente a exoneração de Andreia, que foi acompanhada de outras quatro demissões de comissionados que integram o grupo Atila na secretaria comandada pela primeira-dama e em outras Pastas da Prefeitura. As dispensas teriam sido assinadas ontem, mas o Diário apurou que a primeira-dama trabalhou normalmente e que sequer foi comunicada da própria exoneração até a noite de ontem.

Homem forte da gestão Alaíde, o secretário Antônio Carlos de Lima (PRTB, Governo e Saúde) não atestou a demissão, tampouco desmentiu. “As demissões têm sido terminantemente administrativas. Não existe rivalidade ou conotação pessoal”, frisou ele, ao alegar não saber sobre a saída da primeira-dama.

Em seu perfil no Facebook, Andreia publicou fotos de eventos que participou à frente da secretaria – criada pelo governo Atila para alocar a mulher no secretariado –, e do Fundo Social de Solidariedade, acompanhadas de mensagem de desabafo. O texto foi considerado como um recado ao governo Alaíde. “Às vezes passamos por situações que nos fazem pensar em quão mesquinho o ser humano pode ser. Como alguém consegue se alegrar com o sofrimento e a miséria do próximo?”, questionou.

Braço direito do prefeito afastado, Israel Aleixo (PSB), conhecido como Bell, recém-demitido da superintendência da Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá), criticou a decisão do governo Alaíde. “Esta é mais uma atitude precipitada da prefeita interina, o que demonstra seu despreparo para administrar a cidade. Governar Mauá exige muito mais do que ficar exonerando a todo momento secretários. Aliás, fica uma pergunta: quem será que realmente está governando a cidade?”, disparou.

A demissão de Andreia se soma às outras 15 trocas no secretariado em praticamente dois meses de governo temporário.

Socialista aguarda para retornar ao cargo

Prestes a completar um mês em liberdade, o prefeito eleito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), ainda aguarda resultado do pedido de reconsideração feito ao TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região para retornar ao cargo. O socialista está longe da cadeira desde o dia 9 de maio, quando foi detido em flagrante pela PF (Polícia Federal), que encontrou R$ 87 mil em espécie dentro de panelas na casa do socialista ao deflagrar a Operação Prato Feito, que investiga desvios em contratos de merenda escolar.

No dia 15 de junho, 36 dias após Atila ter sido detido, o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu habeas corpus em favor do socialista, mas determinou que o TRF-3 estipulasse medidas cautelares. No mesmo dia, o desembargador Maurício Kato proibiu Atila de seguir exercendo o cargo de prefeito e o impediu de frequentar as dependências do Paço.

O Diário apurou que a última movimentação do pedido de reconsideração foi a solicitação de Kato para manifestação do MPF (Ministério Público Federal), o que ainda não ocorreu.
Por: Junior Carvalho - Diário Online