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quinta-feira, 12 de julho de 2018
Santo André desocupa terreno invadido por moradores da Zona Leste de SP
 Área estava ocupada desde sexta-feira por 100 famílias; espaço irá abrigar moradias populares. Foto: André Henriques/DGABC
A Prefeitura de Santo André, por meio da Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária, realizou ontem a reintegração de posse de terreno invadido na sexta-feira por cerca de 100 famílias oriundas da Zona Leste da Capital. A ocupação localizada na Avenida Guaratinguetá, no Jardim Alzira Franco, próximo à divisa com Mauá, abrigava cerca de 300 barracos.

Com apoio de equipes da GCM (Guarda Civil Municipal) e da Secretaria de Obras, funcionários da Prefeitura realizaram a remoção de todas as tendas e barracos montados na área de propriedade do município, CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) e MZM Incorporadora. Todos os donos do terreno concordaram com a ação de reintegração de posse.

De acordo com a GCM, as famílias decidiram sair do local sem resistência e a situação foi tranquila durante toda a operação. Não houve ocorrências de tumulto na ação.

Segundo levantamento da administração municipal, 80% dos moradores que ocupavam a área eram residentes no bairro São Matheus, em São Paulo. “Eles vieram até o município na tentativa de serem inseridos no cadastro habitacional de Santo André”, explica o secretário de Habitação e Regularização Fundiária, Fernando Marangoni.

Antes do início da demolição dos barracos, o grupo de moradores chegou, inclusive, a solicitar por conta própria o cadastro das famílias no sistema da Prefeitura.

A dona de casa Ruth Lopes da Silva, 47 anos, foi uma das que se arriscaram na ocupação na tentativa de conseguir uma casa própria. “Fiquei sabendo no sábado da ocupação e como aqui é perto de São Matheus decidi vir aqui tentar o cadastro”, relata.

Pegos de surpresa com a ação da Prefeitura, muitos moradores que não pernoitavam na ocupação foram até o local para recuperar itens como madeiras e lonas. Foi o caso da dona de casa Daiane de Oliveira Santos, 20. “Como não estava dormindo lá ainda fiquei sabendo quando vi a polícia fazendo a segurança do local. Foi quando sai correndo para pegar alguns pertences que estavam lá”, relata.

Atualmente morando de aluguel numa casa de dois cômodos, Daiane enxergava na ocupação uma esperança de conquistar a moradia própria. “Hoje pago R$ 500 de aluguel, mas é um valor muito alto, pois vivemos eu e meu marido com cerca de R$ 900 por mês”, afirma.

Em sua segunda ocupação somente neste ano, a dona de casa Lourdes Diniz, 55, que atualmente mora na Zona Leste da Capital, garantiu ontem não desistir do seu sonho. “Sempre que tem uma movimentação eu vou atrás para tentar garantir algo melhor para minha família. Se tiver outra vou montar meu barraco até conseguir sair do aluguel”, afirma.

Atualmente, existe um cadastro habitacional on-line destinado a famílias, interessadas em moradias populares no município, incluindo unidades do Programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal. A inscrição pode ser feita por meio do site www.minhacasaminhavida.santoandre.sp.gov.br.

Para efetuar o cadastro, os moradores devem ter renda bruta entre R$ 1.800 até R$ 4.000, residir há pelo menos cinco anos em Santo André, ter mais de 18 anos, além de não ser proprietário de nenhum imóvel.
Por: Daniel Macário - Diário do Grande ABC