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segunda-feira, 14 de maio de 2018
Família Damo pode voltar ao poder em Mauá
Com o segundo dia de detenção do Prefeito Atila Jacomussi (PSB), citado na “Operação Prato Feito” como possível destinatário de vantagens ilícitas e detido pela PF (Polícia Federal) na noite desta última quarta-feira (9) com um mandado de busca e apreensão, os vereadores da câmara municipal já teriam começado a conversar, informalmente, sobre um possível impeachment do chefe do executivo.

Com a indefinição sobre o futuro de Atila, que agora aguarda o julgamento do TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) juntamente ao seu secretário de governo, João Gaspar (PCdoB), Alaíde Damo (MDB), vice-prefeita da cidade, entra novamente no cenário.

Alaíde tem estado afastada dos eventos oficiais da atual administração e muitos munícipes comentavam sobre o caso. A própria vice-prefeita relatou uma vez que o cargo é “de expectativa” para um jornal regional.

O comando de Alaíde seria apenas simbólico e representaria o retorno da família Damo ao governo de Mauá, que hoje conta com Vanessa Damo (MDB), ex-deputada estadual e agora Secretária de Relações Institucionais. Leonel Damo (sem partido) governou o município por duas vezes e encerrou seu mandato em 2008. Desde então, Vanessa tentou eleger-se prefeita em 2012, mas foi derrotada por Donisete Braga (Pros) no segundo turno, e, logo depois, Donisete foi derrotado por Atila, também no segundo turno.
O que pode impedir?

O pai de Atila Jacomussi, o parlamentar e presidente da casa de leis, Admir Jacomussi (PRP) está no comando do legislativo mauaense e pode articular nos bastidores para que a família Damo não retorne. Entretando, para seguir-se a LOM (Lei Orgânica do Município) caso se estenda a prisão de Atila, Alaíde deve ser colocada no poder, mesmo que temporariamente, de acordo com a linha sucessória.
Base aliada receosa

A base aliada do prefeito também estaria resistente à decisão. Como informou o Mauá Agora, na última quinta-feira (10), os vereadores da oposição estariam tentando articular um possível impeachment do atual chefe do executivo, por conta da pressão popular exercida para tal. No entanto, os governistas estariam esperando a decisão favorável da justiça federal na noite de ontem, que não aconteceu.

A equipe do Mauá Agora continuará acompanhando o caso.
Por: Leonardo Constantino - Mauá AGora