MAUÁ NEWS
NOTICIÁRIO DA CIDADE DE MAUÁ E REGIÃO
NOTÍCIA ANTERIOR
Mauá recebe ''A tia é um show''
PRÓXIMA NOTÍCIA
Atrium Shopping realiza I Fusca Fest
segunda-feira, 2 de abril de 2018
Atila quer repartir fatura da Sabesp com a BRK
Foto: Denis Maciel/DGABC
Prefeito de Mauá fala em pagar mais por água no atacado, mas sugere que débitos sejam divididos

O prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), cogitou, pela primeira vez, aumentar o valor pago mensalmente à Sabesp (Companhia de Saneamento do Estado de São Paulo) pela compra de água no atacado – atualmente, paga, em média, apenas 4% da fatura. O socialista condicionou, porém, elevar o repasse apenas se a BRK Ambiental, concessionária do esgoto na cidade, dividir a conta com a Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá), que é a única responsável por esses débitos.

O Diário apurou que essa proposta já teria sido apresentada à Sabesp nos últimos dias, quando Atila voltou a negociar alternativas com a estatal para sanar o impasse entre as duas partes. Recentemente, o Paço mauaense acusou a empresa estadual de reduzir parcialmente o fornecimento de água à Sama, fato que o presidente da Sabesp, Jerson Kelman, negou. Internamente, o núcleo duro do governo acredita que as interrupções no fornecimento de água ao município tratam-se de pressão política por parte da estatal para que a Sama pague integralmente a fatura. “Vamos cobrar que a BRK entre com uma parcela do pagamento à Sabesp, até porque o produto final é a água e não é justo só o povo de Mauá pagar essa fatura sozinho. Até hoje a BRK não paga nada”, salientou Atila.

O chefe do Executivo citou ainda processo projetado pelo governo para modificar trâmites comerciais na cobrança da água à população. Atualmente, é a BRK que emite as faturas, recebe os pagamentos e só depois transfere a fatia da Sama. “O município, através da Sama, precisa ter o controle comercial (da cobrança da conta de água), porque quem cobra pela água e pelo esgoto é a BRK. É inadmissível que Mauá continue tendo esgoto mais caro que a própria água”, criticou Atila. “Água não é mercadoria, é direito”, emendou o prefeito.

DIÁLOGO
Na semana passada, falas do vice-governador Márcio França (PSB), que assume a chefia do Palácio dos Bandeirantes na sexta-feira, animaram a cúpula do governo mauaense. O prefeito aposta que a ida de França, seu correligionário, ao comando do governo estadual facilite o diálogo com a Sabesp, que é uma estatal paulista, mas que tem autonomia. Em evento em Santo André, na semana passada, o vice-governador sugeriu que deverá facilitar esse debate, inclusive com o município de Santo André, por meio do Semasa (Serviço de Saneamento Ambiental de Santo André).

“Estou disposto (a ajudar). A Sabesp precisa compreender que é uma concessionária do serviço público, e os prefeitos são os responsáveis por falar em nome da população. Então, é preciso ouvir os prefeitos e criar uma sintonia. Não dá para a Sabesp achar que ela é a dona da situação. Acho que os dois acordos (com Santo André e Mauá) vão sair”, disse França.
Por: Júnior Carvalho - Diário do Grande ABC