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quarta-feira, 11 de outubro de 2017
Santo André proíbe uso de radares móveis
Foto: Denis Maciel/DGABC
A Prefeitura de Santo André anunciou, ontem, o fim da utilização de radares móveis na cidade. Dessa forma, os seis equipamentos do tipo – que ficavam camuflados em caixotes de metal ou de concreto em pontos diversos – foram retirados das ruas e, a partir de hoje, deixam de integrar a fiscalização de trânsito do município.

Responsáveis por monitorar 171 áreas da cidade em esquema de rodízio, os equipamentos são considerados vilões pelos motoristas que circulam pelas vias de Santo André. Isso porque os radares geralmente são instalados em áreas com pouca visibilidade, praticamente escondidos para flagrar veículos em alta velocidade. “A retirada desses dispositivos visa dar justamente mais transparência aos motoristas. É o fim das pegadinhas de trânsito e da indústria da multa que tanto atrapalhou a nossa cidade”, explica o prefeito Paulo Serra (PSDB).

Segundo balanço divulgado pela Prefeitura de Santo André, entre janeiro e setembro radares móveis espalhados pelo município foram responsáveis pela aplicação de 41.867 infrações de trânsito, o correspondente a 173 por dia. Desde o início do ano, a administração arrecadou R$ 22 milhões com infrações de trânsito, sendo que 27% desse valor é oriundo dos equipamentos não fixos.

“A partir de agora só iremos manter equipamentos com objetivo educativo, que busca preservar a segurança de nossos motoristas”, enfatiza Paulo Serra.
Com o fim dos radares móveis, Santo André permanece com 48 equipamentos fixos para fiscalizar velocidade, avanço de semáforo e de faixa de pedestres, além de seis lombadas eletrônicas.

Até o fim do ano, representantes da Prefeitura junto a técnicos da empresa Consladel – responsável por gerenciar o sistema de radares em Santo André – realizarão estudo para avaliar a necessidade de ampliação do número de equipamentos fixos existentes no município. “Temos abaixo-assinados na Prefeitura solicitando a colocação de radares em alguns pontos. Vamos avaliar esses casos, além de analisar índices de acidentes para ver a real necessidade desta medida”, disse Paulo Serra ao frisar também que os equipamentos móveis estavam, em sua maioria, em pontos que não justificavam sua presença – afastados de faixas de segurança ou em locais onde não havia circulação de pedestres, como em viadutos.

De acordo com a administração municipal, a retirada dos equipamentos de fiscalização também deve contribuir para a contenção de gastos da Prefeitura. O custo desses dispositivos chegava a R$ 50,83 por hora de uso. Somente no mês de setembro foram gastos R$ 73 mil para colocar em funcionamento os seis radares móveis.

A aposentadoria de radares móveis também foi medida adotada pelo prefeito João Doria (PSDB), na Capital, no primeiro semestre. Lá, 19 equipamentos do tipo, que fiscalizavam 80 pontos da cidade, foram retirados de caixotes de metal e recolocados expostos em postes. Em Ourinhos, no Interior paulista, Lucas Pocay (PSD) realizou ação similar.
Por: Daniel Macário - Diário do Grande ABC