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Petroquímicas investem em gestão de resíduos
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
Grupo Ultra investe para se tornar global
O grupo petroquímico Ultra, que detém o controle de duas empresas (a Oxiteno e a Ultragás) com unidades em Mauá, intensificou neste ano o projeto de internacionalização dos negócios da Oxiteno.

Entre as investidas recentes no mercado internacional, o grupo adquiriu, há poucos dias, por US$ 7,6 milhões, a totalidade da ações da Arch Química, na Venezuela.

Com linha de produtos similar à da Oxiteno (que tem como carro-chefe o óxido de etileno, com aplicações nos segmentos de tintas, cosméticos, têxteis etc), a empresa venezuelana tem fábrica na cidade de Santa Rita e escritório comercial em Caracas. O objetivo do negócio: ganhar espaço nesse país, onde ainda o grupo ainda não marcava presença.

Ainda neste mês, o grupo investiu US$ 500 mil para abrir escritório em New Jersey, nos Estados Unidos. A intenção nesse caso é ampliar participação da Oxiteno nos mercados americano e canadense.

Outro país que atrai o interesse é o México. Depois de adquirir em 2003 a mexicana Canamex, fabricante de tensoativos (insumos utilizados na fabricação de detergentes, sabonetes e xampus), em abril último a companhia comprou ativos da Unión Química, por US$ 4 milhões; e, em julho deste ano, a Canamex passou a se chamar Oxiteno México, como forma de dar mais visibilidade à marca nesse país.

Segundo o gerente industrial da Oxiteno em Mauá, Francisco Ruiz, a estratégia de internacionalização não pára por aí. Os próximos passos deverão ser a abertura de filiais na Europa e na Ásia, em 2008.

A intenção do grupo é ganhar escala (tamanho de produção) e estrutura logística para competir em melhores condições com os principais concorrentes no segmento em que a empresa, de capital nacional, atua.

Câmbio - Ruiz afirma que a sobrevalorização do real frente ao dólar afeta os planos. “Mas esse é um desafio nosso, por isso os investimentos para ampliar escala”, disse.

O gerente acrescenta que, por conta do efeito cambial, o foco no exterior são os tensoativos, que são especialidades químicas – produtos de maior valor agregado e que garantem maior rentabilidade às vendas no exterior.

A companhia aos poucos se concentra mais em especialidades. Como exemplo, em 2001, 47% das vendas da Oxiteno eram de commodities (produtos padronizados, com cotação internacional) e 52% eram de especialidades. Em 2006, esse quadro se inverteu: 26% eram commodities e 74%, especialidades.

Empresa conclui ampliação de fábrica no Grande ABC

A Oxiteno, pertencente ao grupo Ultra, acaba de concluir investimento de R$ 100 milhões na fábrica de Mauá, com o qual ampliou a capacidade produtiva, de 52 mil toneladas anuais de óxido de etileno para 90 mil toneladas anuais.

Além dessa ampliação, a fábrica do Grande ABC passou a contar com uma nova linha de produção de tensoativos, com capacidade de 70 mil toneladas anuais. Antes possuía condições de produzir 18 mil toneladas anuais desses itens.

Além desses investimentos, a Oxiteno coloca em operação até o início de 2008 uma nova unidade de produção de álcool graxo (que tem aplicação no segmento cosmético) dentro da planta fabril de Camaçari (BA), que demandam outros R$ 350 mil.

O gerente industrial Francisco Ruiz destaca que a meta é ampliar os volumes de produção como parte da estratégia de internacionalização.

Pesquisa - Em Mauá, funciona o Centro de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) da Oxiteno, que também passa por uma reestruturação das instalações.

A companhia investe anualmente 2% do faturamento anual em pesquisas e o centro dá suporte para a venda de soluções de acordo com a necessidade dos clientes.
Por: Leone Farias - Diário do Grande ABC