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sexta-feira, 3 de agosto de 2007
Reajuste do Bolsa Família favorece 54 mil cadastrados na região
A partir do dia 20 deste mês os beneficiários do Bolsa Família terão aumento de R$ 50 para R$ 58 no valor da ajuda mensal paga pelo governo. A decisão é do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome que promoveu reajuste de 18,25%.

A mudança é extremamente significativa para as 54.801 famílias do Grande ABC beneficiadas pelo programa federal.

Mais aumento
Outra mudança se dará sobre o benefício variável, concedido por filho de até 15 anos, que também será reajustado e passará de R$ 15 para R$ 18. Isso significa que uma família com três filhos, que recebe R$ 95 por mês, terá direito a R$ 112.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, todos os meses cerca de R$ 700 milhões são repassados para 11,1 milhões de beneficiados pelo programa.

Já os valores recebidos pelo Grande ABC (ver tabela ao lado), giram em torno de R$ 3,185 milhões por mês.

Entre os municípios das sete cidades, São Bernardo é a que tem o maior número de famílias cadastradas. São 13.411 beneficiados e R$ 732 mil em verbas do programa, vindo em segundo a cidade de Mauá, com 12.903 famílias inscritas e recursos de R$ 766 mil.

Essa diferença se deve ao maior número de dependentes de cada família mauaense, em comparação às de São Bernardo. São Caetano é o município que tem menos cadastrados: 1.357.

O reajuste dos benefícios não são as únicas mudanças no Bolsa Família. Beneficiados dos Estados do Espírito Santo, Paraná, Ceará, Goiás e Pará, passarão a utilizar apenas o cartão do programa atual, em substituição aos anteriores para realizar os saques.

“O processo está sendo implementado de forma gradual. Só quem tiver o novo cartão poderá receber”, diz o diretor de operação do MDS, Antônio Carlos Oliveira Júnior.

=> Para se cadastrar no programa é preciso ser considerado "pobre"

O Bolsa Família é um programa de transferência direta de renda criado para beneficiar famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza, cujos rendimentos não ultrapassem R$ 120 mensais por pessoa. Qualquer família que esteja dentro dos critérios estabelecidos pelo governo federal pode se cadastrar no programa.

Cálculo
Para saber se uma determinada família pode ou não ser beneficiada, basta fazer um cálculo de média simples.

Soma-se o dinheiro que todas os trabalhadores da casa ganham (salários e aposentadorias, por exemplo) e divide o valor pelo número de pessoas que residem no imóvel.

Se o resultado ficar entre zero e R$ 60, a família é classificada como estando em situação de extrema pobreza. Entre R$ 60,01 e R$ 120, considera-se situação de pobreza.

Não entram no cálculo benefícios de outros programas, o que significa que o interessado não corre o risco de perder uma ajuda para poder obter outra.

A etapa seguinte é procurar o setor responsável pelo Programa Bolsa Família no município para fazer a inscrição no Cadastro Único dos Programas Sociais do governo Federal (CadÚnico).

Locais
No Grande ABC, os órgãos responsáveis pelo cadastro das famílias são os Conselhos Municipais de Assistência Social de cada cidade.

Em Santo André, o conselho fica na Rua Xavier de Toledo, 350, e em São Bernardo, na Avenida Redenção, 271. Em São Caetano, o interessado deve se dirigir à Avenida Goiás, 600, e em Diadema à Avenida Antonio Piranga, 1088.

Os outros endereços são: Mauá (Rua Dom José Gaspar, 115); Ribeirão Pires (Av. Francisco Monteiro, 254); e Rio Grande da Serra (Av. Jean Lietaud, 301).
Por: Marcelo de Paula - Especial para o Diário