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quarta-feira, 1 de agosto de 2007
Abalo em Mauá pode ser desmoronamento de caverna
Um abalo de terra natural ou mesmo o desmoronamento de cavernas subterrâneas podem ter motivado o tremor sentido, anteontem, por moradores da Vila Assis, em Mauá.

A avaliação é do técnico do IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas) da USP (Universidade de São Paulo), José Roberto Barbosa.

“Não conseguimos fazer nenhum registro, pois não há cismografo próximo do local”, diz o especialista. “Pode-se estudar a hipótese de que haja cavernas que, com a infiltração de água de chuva, desmoronam”, diz.

A recomendação do técnico é que as famílias continuem atentas a movimentos e barulhos parecidos com os que escutaram.

“Se foi um tremor natural de terra, ele foi inferior a um ponto na escala Richter”, aposta o especialista do IAG. Na opinião de Barbosa, somente o estudo in loco da área pode revelar o que de fato ocorreu.

Escala
Abalos sísmicos menores de 3,5 graus na escala Richter geralmente não são sentidos, mas podem ser registrados. Terremotos equivalem a oito graus ou mais.

A escala Richter é utilizada para calcular a intensidade das ondas liberadas por abalos sísmicos. Ela foi concebida pelo sismólogo norte-americano Charles Richter em 1935.

A magnitude das ondas na escala Richter é medida de zero a nove, no entanto também é possível captar ondas negativas ou maiores que o limjte. “Por mais que o tremor seja negativo (pequeno), dificilmente só quatro casas sentiriam”, ressalta Barbosa.

Tremor
Passado o susto, ontem, os moradores da Vila Assis disseram não ter sentido nenhum tremor ou barulho anormal.

“Ficou tudo tranqüilo. Agora, vamos observar se acontece denovo”, diz o aposentado Cornélio Ravacci de Oliveira.
Por: Isis Mastromano Correia - Especial para o Diário